Blog

  • “Mas posso dizer isso?”

    “Henry, se te sentires confortável, eu te sugiro escrever sobre a “auto-censura” das pessoas de esquerda ao escrever, pelo medo de ser acusado de micro-agressões, e sobre a questão linguística do gênero neutro. Tu te arrisca a escrever sobre isto? “ A pergunta foi feita por uma apoiadora do canal, com cuidado. Não era uma…

    Ler mais →

  • Quando até Mamãefalei conseguirá debater por escrito sem pedir ajuda pro coleguinha…

    “Você escreveu isso sozinho?” — A suspeita, a IA e o fim da autoridade literária Antes da suspeita: o privilégio de ter começado antes da IA Tive sorte. Comecei a escrever há vinte e cinco anos, numa época em que inteligência artificial era só enredo de ficção científica, não uma suspeita pairando sobre cada parágrafo.…

    Ler mais →

  • Trump vs. Harvard: a guerra contra o saber

    A guerra simbólica contra o saber A nova investida de Donald Trump contra Harvard — com ameaças de cortes, acusações de doutrinação ideológica e discursos inflamados contra as universidades — está longe de ser apenas uma bravata eleitoreira. Ela revela um padrão que se repete em várias partes do mundo: a hostilidade sistemática da extrema…

    Ler mais →

  • O luxo e a lança: estética, valor e fetiche desde a pré-história

      O valor simbólico dos produtos não nasceu com o capitalismo. Da estética pré-histórica às grifes globais, seguimos pagando mais pelo que representa do que pelo que é. A marca vale mais que o produto? Nas últimas semanas, as redes sociais foram tomadas por vídeos curtos de operários chineses expondo o segredo mais mal guardado…

    Ler mais →

  • Vargas Llosa morreu. E deixa uma sombra longa

    Conheci sua obra quando estava numa fase “latino-americanista” — dessas em que a gente tenta entender o subcontinente por dentro, pelas suas contradições, pelas suas feridas abertas, pelos romances que o explicam melhor do que qualquer tese. Foi assim que cheguei a A Guerra do Fim do Mundo. E fiquei. Llosa escrevia como quem se…

    Ler mais →

  • Por que o português do Brasil é visto como errado em Portugal?

    Na reportagem da DW que mencionei no vídeo de ontem, uma brasileira vivendo em Portugal desabafa: mesmo com cidadania europeia, mesmo falando a mesma língua, ainda se sente uma cidadã de segunda classe. Entre os motivos? O sotaque. Sim, o sotaque. Aqui não estamos falando somente de gramática, mas de entonação. Daquela melodia que denuncia…

    Ler mais →

  • O Primeiro Preconceito: Notas sobre a origem da xenofobia

    Ontem, a DW publicou uma reportagem sobre a xenofobia que brasileiros têm sofrido em Portugal. Não é exatamente uma novidade. Mas tampouco é banal. Cada episódio desses reacende algo antigo, mais antigo que as fronteiras, que as línguas, que os passaportes: o medo do outro. Antes mesmo de inventarmos o conceito de “raça”, talvez já…

    Ler mais →

  • Por que voltei a escrever aqui

    Comecei a blogar em 2004, quando a internet ainda tinha cheiro de texto novo e os links eram caminhos, não armadilhas. Antes de algoritmos, antes de notificações, antes dos likes moldarem a linguagem. O blog era uma carta aberta — e íntima. Um espaço em que se escrevia como quem pensa em voz alta. E…

    Ler mais →

  • Vida Nômade: Privilégio, Exílio ou Sobrevivência? Os Prós e Contras de Morar na Estrada

    Dizem que viajar é a única coisa que você compra e que te deixa mais rico. Talvez. Mas ninguém fala da bagagem emocional que você carrega de volta — e, pior, da que você deixa para trás. Falo isso como alguém que viveu anos na estrada, não como turista, mas como imigrante errante. Alguém que…

    Ler mais →

  • Minecraft – A caixa de areia virou cinema. E, contra todas as expectativas, funcionou

      Confesso: entrei no cinema com a guarda alta. Esperava mais uma adaptação oportunista, dessas que tentam converter blocos de pixels em tramas que se levam a sério demais — ou pior, que tentam ser engraçadas como um tio de festa infantil. Mas o filme do Minecraft me surpreendeu. E mais do que isso: me…

    Ler mais →