Filósofo, escritor e tradutor. Curitibano de nascimento, nômade por ofício, hoje em Alicante.
Henry Bugalho nasceu em Curitiba, em 1980. Formou-se em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná, com ênfase em estética, especializou-se em Literatura Brasileira e História Nacional e é Mestre em Retórica e Oratória pela Universidad Internacional de La Rioja, na Espanha, com uma dissertação sobre a retórica da desumanização na propaganda nazista. É Fellow da Royal Society of Arts, em Londres.
Nômade por convicção, deixou o Brasil em 2006. A primeira parada foi Nova York — onde trabalhou como garçom, vendedor de água na rua e passeador de cães — e depois vieram Buenos Aires, a Itália, Portugal, a Inglaterra e a Espanha. Essa geografia inquieta atravessa boa parte de sua obra, da série de crônicas Fragmentos Nômades aos romances escritos longe de casa.
Autor de mais de trinta livros publicados em sete idiomas, transita entre o romance, o conto, o ensaio, o guia de viagem, a literatura infantil e a tradução de clássicos — verteu para o português Hesíodo, Descartes, Platão, Marco Aurélio, Kafka e Schopenhauer, entre outros. Na ficção, assina títulos como O Rei dos Judeus, O Covil dos Inocentes, Margot Adormecida e The Parallel Life of Your Dog. Publicou Contra os Fanáticos pela Editora Perspectiva e Como Vencer um Debate Tendo Razão pela Editora Planeta; antes, Minha Especialidade é Matar: Como o Bolsonarismo Tomou Conta do Brasil vendeu mais de treze mil exemplares, chegou ao topo dos mais vendidos da Amazon e figurou entre os destaques da Veja.
A partir de 2018, tornou-se uma das vozes mais reconhecíveis na crítica ao bolsonarismo e ao pensamento de Olavo de Carvalho, tema de Meu Pai, o Guru do Presidente, escrito com Heloísa de Carvalho. Seu trabalho intelectual gravita em torno de Hannah Arendt, Nietzsche, Heidegger e Fernando Pessoa.
Em 2026, foi finalista do Prêmio Azorín de Romance, na Espanha, com o romance Sonata para los Bárbaros.