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  • Vargas Llosa morreu. E deixa uma sombra longa

    Conheci sua obra quando estava numa fase “latino-americanista” — dessas em que a gente tenta entender o subcontinente por dentro, pelas suas contradições, pelas suas feridas abertas, pelos romances que o explicam melhor do que qualquer tese. Foi assim que cheguei a A Guerra do Fim do Mundo. E fiquei. Llosa escrevia como quem se…

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  • Por que o português do Brasil é visto como errado em Portugal?

    Na reportagem da DW que mencionei no vídeo de ontem, uma brasileira vivendo em Portugal desabafa: mesmo com cidadania europeia, mesmo falando a mesma língua, ainda se sente uma cidadã de segunda classe. Entre os motivos? O sotaque. Sim, o sotaque. Aqui não estamos falando somente de gramática, mas de entonação. Daquela melodia que denuncia…

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  • O Primeiro Preconceito: Notas sobre a origem da xenofobia

    Ontem, a DW publicou uma reportagem sobre a xenofobia que brasileiros têm sofrido em Portugal. Não é exatamente uma novidade. Mas tampouco é banal. Cada episódio desses reacende algo antigo, mais antigo que as fronteiras, que as línguas, que os passaportes: o medo do outro. Antes mesmo de inventarmos o conceito de “raça”, talvez já…

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  • Por que voltei a escrever aqui

    Comecei a blogar em 2004, quando a internet ainda tinha cheiro de texto novo e os links eram caminhos, não armadilhas. Antes de algoritmos, antes de notificações, antes dos likes moldarem a linguagem. O blog era uma carta aberta — e íntima. Um espaço em que se escrevia como quem pensa em voz alta. E…

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  • Vida Nômade: Privilégio, Exílio ou Sobrevivência? Os Prós e Contras de Morar na Estrada

    Dizem que viajar é a única coisa que você compra e que te deixa mais rico. Talvez. Mas ninguém fala da bagagem emocional que você carrega de volta — e, pior, da que você deixa para trás. Falo isso como alguém que viveu anos na estrada, não como turista, mas como imigrante errante. Alguém que…

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  • Minecraft – A caixa de areia virou cinema. E, contra todas as expectativas, funcionou

      Confesso: entrei no cinema com a guarda alta. Esperava mais uma adaptação oportunista, dessas que tentam converter blocos de pixels em tramas que se levam a sério demais — ou pior, que tentam ser engraçadas como um tio de festa infantil. Mas o filme do Minecraft me surpreendeu. E mais do que isso: me…

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